segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SAUDADES DO QUE NÃO FOI



SAUDADES DO QUE NÃO FOI

Saudades... E elas são tantas que doem, e marcam...
Mas, onde então, será que estás meu rosto amado?
Se apenas são de lágrimas que aqui me encharcam
as tintas que colorem teu retrato ao lado.

Mesmo que pra ti nunca tenha revelado
o que os pobres lamentos fazem se me abarcam.
Machucando esse tolo ser agoniado
que como criminoso com a culpa arcam.

Mas vem saudade, fere e mata se quiser!
Que na vida que agora leva não tem sonho
e nem a ilusão dessa inútil... Só mulher.

Porém, como explicar que o sentimento vive
na loucura senão no ocaso que aqui eu ponho
lembrando o ser querido se NUNCA eu o tive?

Tânia Regina Voigt

Um comentário:

  1. Saudades....bem dissestes....saudades!
    verdades, puras, que não podemos contar de quem sentimos saudades...amores escondidos, feridos, lacrados, onde ninguém poderá visitar!
    segredos...só segredos, não pecados...amores enamorados, pois ninguém pode notar...
    saudades de um grande e único amor...
    saudades....

    Tânia, como saudades são iguais e diferentes, intensas, românticas...obrigada por falares delas!

    abraços perfumados
    Regina

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