
SONHO MALVADO
Entre o nascer e a morte o que é que se tem?
A minha vida é nada, se nada eu tenho
Seguindo por qualquer rumo, dizendo amém...
No mar bravio, só, e apenas... sou um lenho.
Minha vida foi só vontade, é quimera
De sonho farto sim, mas jamais impetrado.
O inatingível eu quero... Porém, quem dera?
No interior está ele bem ordenado
Quando ocorrerá, pois, o fim deste tormento?
Se a vida de mim logo foge, some, esquece
e tudo passa, é só mais um pra meu lamento!
Mas ele insiste, quer vingar meu desespero.
Quando em mim anoitece ele não permanece...
Que posso fazer sonho? Nem tu és sincero.
Tânia Regina Voigt

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