quinta-feira, 5 de novembro de 2009

HERESIA




HERESIA

Se te senti nas horas de alegria
que juntos desfrutamos passo a passo.
Ou nas horas de pura poesia,
nos momentos de amor e de cansaço.


Se vi meu coração quedar-se lasso,
sofrendo, pois mordido, em agonia,
nem assim, aceitei como um fracasso.
E chorando e gemendo ainda eu ria.


Mas, se hoje amor meu, tem esse embaraço
de usar o verbo que eu não queria
faço mais um esforço nesse espaço...


Buscando forças nessa rebeldia,
quem sabe se te alegro e satisfaço,
dando-te adeus sorrindo! Em heresia...

Tânia Regina Voigt

LÍRICO ENIGMA



LÍRICO ENIGMA

Que clave abrigas nessas belas partituras
e tão suaves lavras? Que enigma tu apuras,
que permeia o acorde melodioso e a sós,
espargindo sons angelicais de tua voz?

Será o arcano dessa melodia celeste
o mesmo arcano que faz dessa vida um teste?
Ah! Mas, é a perfeição das tuas entrelinhas
e o doce toque ensejado em tão leves linhas...

Que inspiram à poetisa um terno poema,
e a enamorada um canto para o ser amado.
Quão delicadas surgem então, essas rimas...

Que nome mais arguto não houvera em cena.
E chamaram-te do jeito mais delicado
de ¨Soneto¨. A maior de tantas obras-primas.

Tânia Regina Voigt